O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Brasil

Bolsonaro perdeu eleição em todas as 100 cidades que mais recebem Auxílio Brasil

Cientista político explica que o formato do Auxílio Brasil não se mostrou eficaz em criar uma “relação de lealdade” entre o presidente e os beneficiários do programa

Redação Por Redação
03/11/2022 - 07:23
em Brasil
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

A apuração das urnas no último domingo (30) mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi mais votado do que Jair Bolsonaro (PL) em todas as 100 cidades brasileiras com maior número proporcional de beneficiários do Auxílio Brasil.

Na apuração geral do segundo turno das eleições, Lula venceu com 50,9% dos votos válidos; Bolsonaro ficou com 49,1%. A liderança do petista também ficou representada entre os recebedores do auxílio.

Em todo o território nacional, 8% da população recebe o benefício. Este índice, divulgado pelo governo federal, diz respeito apenas àqueles que estão cadastrados para o recebimento do benefício, e não a todo o núcleo familiar dos beneficiados.

O Auxílio Brasil substituiu o antigo Bolsa Família como programa de renda voltada à população mais pobre e vulnerável do país. Inicialmente, o valor era de R$ 400. Em agosto deste ano, no início da campanha eleitoral, o benefício passou a ser de R$ 600.

Leia Também

Brasil terá alerta de tempestades no Sul e na Região Norte nesta quarta-feira

Jogos da Juventude 2026 começam em Foz do Iguaçu com recorde de participantes

O aumento do valor foi estabelecido por meio da PEC dos Benefícios. Durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição, adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro o acusaram de utilizar o programa social para fins eleitorais.

As urnas mostraram, contudo, que a expansão do benefício não foi suficiente para equiparar a popularidade de Bolsonaro à de Lula entre a parcela da população que é atendida pelo programa de renda mínima.

Doutor em ciência política pela Universidade Federal do Paraná, Bruno Bolognesi explica que o formato do Auxílio Brasil não se mostrou eficaz em criar uma “relação de lealdade” entre Bolsonaro e os beneficiários do programa.

“Esse laço de lealdade é construído a longo prazo. É construído com uma política pública conjunta. A diferença entre o Auxílio Brasil e o Bolsa Família é o conjunto da coisa”, diz ele.

“O Bolsa Família vinha acompanhado de outras medidas, desde pesar a criança no bolsa-saúde até matrículas, vacinações”, completa.

Bolsonaro perde nos locais com mais beneficiários

As cem cidades que mais recebem o benefício somam mais de 868 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E 28 a cada 100 pessoas nestes municípios recebem Auxílio Brasil.

Severiano Melo (RN) é a cidade que tem o maior número proporcional de beneficiários: 64% de sua população. Ali, Lula recebeu quatro vezes mais votos que Bolsonaro – 81,29% (4.352 votos) vontra 18,71% (1.002).

O professor da UFPR aponta ainda outras razões para que Bolsonaro não tenha criado uma “relação de lealdade” com os beneficiários do programa. Segundo ele, o presidente, durante sua trajetória, não teve como foco de seus discursos o combate da pobreza e a assistência à população.

“É complicado colocar um Auxílio como política pública com um presidente que nunca teve esse discurso. O eleitor consegue raciocinar e ver que o discurso [de Bolsonaro] e o Auxílio não têm muita relação”, diz.

Esse aspecto, somado às críticas de adversários políticos que apontavam que o Auxílio voltaria ao patamar de R$ 400 em janeiro de 2023, trouxeram “insegurança” ao eleitor, de acordo com ele. A Lei de Diretrizes Orçamentária do ano que vem não prevê a continuidade do valor em R$ 600, e o valor terá que ser negociado pelo governo eleito.

“Foi muito batido que [o auxílio] iria acabar em dezembro. Isso tudo traz uma sensação de compra de voto, e ninguém gosta de ter o voto comprado”, completa.

As informações são da CNN.

Tags: #Auxílio Brasil#Jair Bolsonaro
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Saiba quem é Cristiane Britto, que estava ao lado de Bolsonaro em pronunciamento após eleições

Próxima notícia

Quissamã tem inscrições abertas para homens interessados em fazer vasectomia

Redação

Redação

Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados." ... Millôr Fernandes

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital