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Caminhoneiros anunciam greve contra o preço do diesel

Sindicato do Espírito Santo espera que caminhoneiros de outros estados se juntem ao movimento

Redação Por Redação
12/05/2022 - 16:39
em Brasil
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O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Espírito Santo (Sindicam-ES) iniciou nesta quarta-feira (11), um movimento de greve contra o aumento do preço do diesel, anunciado pela Petrobras no dia 09 de maio. As informações são do Correio Braziliense.

Ainda não se sabe quanto será a alteração no preço para o consumidor final, mas o aumento de 8,86% no preço de revenda para as distribuidoras significa um aumento de R$ 0,40 no litro do diesel, passando de R$ 4,51 para R$ 4,91.

Em nota oficial, o Sindicam-ES afirmou que a situação dos caminhoneiros chegou a um limite insustentável. “O Sindicam/ES, a ACA e a Coopercolog, juntamente com os representantes dos caçambeiros, apoiam esse movimento. Entendemos que a situação dos autônomos ficou insustentável depois de tantos reajustes, seja no preço do diesel ou dos insumos que compõem o dia a dia do caminhoneiro”, afirmou o comunicado.

A greve, no entanto, vai de encontro à decisão de outros líderes da categoria, que afirmam que o momento não é o ideal. “Não há que se falar em movimento de greve. Não é o momento. Todo mundo já está parando por falta de dinheiro”, disse André Costa, presidente Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas, à revista Veja.

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A recusa em estabelecer um movimento de greve pela maior parte dos caminhoneiros, no entanto, não representa apoio da categoria ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Isaac de Oliveira, presidente da Associação Fluminense de Transportadores de Carga, o presidente já perdeu 80% do apoio que tinha da categoria no início do seu governo.

“Mais uma vez esse governo joga a culpa para os outros. Porque quem bota e tira o presidente e quem é o sócio majoritário da Petrobras é o governo. Se ele não tomar essa atitude é porque ele não quer”, afirmou.

Já o deputado federal, Nereu Crispim (PSD-RS), que preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, repudiou a indignação que Bolsonaro afirma ter contra a alta dos combustíveis: “O presidente não cumpriu a palavra dele. Ele continua com esses presidentes fantoches da Petrobras que fazem exatamente o que ele quer. Se tornou insustentável”.

 

Tags: #Combustíveis#Diesel#Greve dos caminhoneiros
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